SAF no Futebol Brasileiro: Como a Sociedade Anônima Mudou os Clubes
Futebol · Por Thiago Rodrigues
A Lei da SAF (Lei 14.193/2021) permitiu que clubes de futebol brasileiros se constituíssem como Sociedades Anônimas do Futebol — um modelo que separa a atividade futebolística do clube social, abre capital para investidores e profissionaliza a gestão. Em 2026, os resultados dos primeiros anos do modelo são mistos — e enriquecedores.
Os Casos de Sucesso
Botafogo: com o investimento do americano John Textor, o clube carioca conquistou o Brasileirão de 2023 e a Libertadores de 2024 — em um ciclo impressionante de resultados após décadas de anonimato. Cruzeiro: com Ronaldo Fenômeno como acionista de referência, o clube mineiro voltou à Série A e se estabilizou financeiramente.
Os Desafios do Modelo
Vasco: a parceria com a 777 Partners gerou disputas jurídicas e instabilidade. O modelo mostrou que investidor estrangeiro sem knowledge do futebol brasileiro pode trazer recursos mas também turbulências. Criciúma e outros: clubes menores que tentaram o modelo enfrentaram dificuldades para atrair investidores qualificados.
O Futuro do Modelo
A tendência é que o modelo SAF se consolide nos maiores clubes brasileiros — Flamengo, Palmeiras e São Paulo ainda são associações civis. A pressão por profissionalização da gestão é crescente, e a SAF oferece ferramentas jurídicas que o modelo associativo não tem.
Publicado em 9 de jun. de 2026 · Redator: Thiago Rodrigues